Salário: Disputa acirrada

No dia 02/01/2012 os assalariados de nosso país foram beneficiados pela aplicação da Livre Opção Bancária (LOB), que dá direito a optar em qual instituição financeira deseja receber seu salário.

Como, dez meses depois, o mercado está se comportando com a nova realidade?

O sistema bancário brasileiro sempre demonstrou grande capacidade de adaptação as novas realidades impostas pelas condições do mercado financeiro, como exemplo podemos citar a

grande mudança ocorrida em 1994, com a implantação do Plano Real e fim dos altos índices inflacionários, além da crise de 2008 com grandes impactos mundiais.

A Livre opção bancária ocasionou uma nova mudança de comercialização no sistema bancário. Até 2011 as instituições financeiras buscavam conquistar folhas de pagamentos das empresas e governos (empregadores), atraindo dessa maneira as contas dos funcionários e conseqüentemente clientes para a comercialização dos seus produtos e serviços. Atualmente os valores foram invertidos, a busca agora é pelo empregado, pelo seu salário.

Essa mudança simplesmente alterou o “direcionamento” dos benefícios dos empregadores para os funcionários, ou seja, o gasto com as folhas de pagamentos está sendo direcionado para isenções, reduções de taxas etc., para os funcionários/servidores.

A disputa está acirrada, redução de taxas de juros, isenções de tarifas entre outras ações especificas. O cliente bancário deve estar atendo a essa avalanche de propostas e opções, uma redução de taxa de juros numa operação de crédito pode ser diluída na cobrança de tarifas ou serviços, levando a um aumento de custo ao invés da “prometida” redução.

O que fica evidente é que independente da migração ou não do salário os clientes bancários tem se beneficiado da nova proposta dos bancos, de redução dos juros praticados em todas as linhas de crédito disponibilizadas no mercado, desde o cheque especial até o financiamento imobiliário.

Portanto mesmo sem sair do lugar os benefícios podem ser usufruídos, pare, compare e lembre-se do relacionamento já existente entre você e a atual instituição/gerente.

Livre Opção Bancária: Transferência Automática do Salário

ImagemO que já era permitido para a iniciativa privada também passou a ser realidade para o Servidor Público desde o dia 02/01/2012.

Mas qual o impacto ou mudanças que a transferência automática do salário, ou a Livre opção Bancário (LOB) para os servidores públicos ocasionará na Concorrência Bancária no País?

Na minha opinião as mudanças serão minímas, se comparadas ao que já era praticado no mercado, e a explicação é simples:

Independente da Livre Opção Bancária, que agora é regulamentada, os servidores que possuíam contas  em Instituições diferentes da que é creditado seu salário, já efetuavam esta transferência de maneira manual, quer seja por meio de Transferência Eletrônicas (TED ou DOC) ou por depósito de cheques.

Portanto o que irá mudar é a automatização desse processo, gerando conforto para aqueles que aderirem a essa opção.

Numa visão bem superficial as instituições detentoras das Folhas de Pagamento irão “Perder” aqueles clientes que apenas constavam em suas relações, mas que efetivamente não geravam negócios por meio da utilização de serviços e produtos.

Desde 2007 já era de conhecimento de todos os componentes do Sistema Bancário esse acontecimento, ou seja, as instituições que não tiveram a competência de convencer o seu cliente, servidor público, a migrar seus produtos e serviços bancários das instituições anteriores, dormiram no ponto, e uma investida agora, nos acréscimos após os 45 do segundo tempo, terá pequenos percentuais de sucesso.

O cliente Bancário Brasileiro está se conscientizando do seu valor e da rentabilidade que proporciona aos Bancos, o que é amplamente divulgado.

Fica aqui apenas uma ressalva à aqueles clientes que optaram em centralizar todos seus negócios com apenas uma instituição: Vocês perdem a oportunidade de comparação, perdem a possibilidade de uma melhor opção, pois se uma instituição financeira oferecesse todos os melhores serviços e produtos não teria concorrentes, pense nisso antes de fechar uma porta.

Credor, Devedor e agora inadimplente

Quais são as definições de credor e devedor?

Qual a diferença entre devedor e inadimplente?

Primeiramente veremos qual a definição destas palavras conforme o dicionário Aurélio.

CREDOR: 1. Merecedor, digno. 2. Aquele a quem se deve dinheiro ou outra coisa.

DEVEDOR: 1. Que deve 2. Que constitui débito. 3. Aquele que deve.

INADIMPLENTE: Diz do devedor que incorre em inadimplência.

INADIMPLÊNCIA: Falta de cumprimento de um contrato ou de qualquer de suas condições.

As definições acima explicitam muito bem o que significa cada uma das palavras no sistema financeiro, mas para conotar ainda mais o significado vamos definir os termos especificamente para o sistema bancário.

CREDOR – é aquele que possui saldo positivo em conta corrente ou é detentor de aplicações junto ao banco onde é correntista ou poupador;

DEVEDOR – é aquele que utiliza recursos da instituição financeira por qualquer uma das diversas modalidades de crédito oferecidas pelos bancos. É o individuo que utiliza o cheque especial, o limite rotativo do cartão de crédito, possui financiamento ou empréstimo pessoal, ou seja, aquele que paga juros ao banco pela utilização de recursos que na são seus;

Agora o que muitos não sabem é que os bancos são apenas intermediários entre os credores e os devedores, pois recebem por meio de depósitos o dinheiro dos credores, mantidos em conta ou em aplicações remuneradas e emprestam aos devedores por meios de diversas linhas de crédito cobrando juros sobre esses valores.

Portanto só existe credor se existir o devedor e vice-versa.

E quanto ao Inadimplente, quem é ele?

A inadimplência é o estágio que nenhum devedor almeja atingir, pois se trata da condição de incapacidade de pagamento dos créditos tomados junto aos credores, ou seja, a falta de cobertura do saldo devedor o atraso no pagamento da fatura do cartão ou das parcelas do empréstimo.

Quem em perfeito juízo gostaria de chegar nesta condição?

Quem não está, certamente conhece alguém que se encontra totalmente endividado, com as finanças no vermelho e sem a menor perspectiva de sair dessa situação.

Mas como uma pessoa pode chegar a essa condição? Quais os motivos que ocasionam esse cenário?

Vários acontecimentos podem levar uma pessoa ao total endividamento, como problemas graves de saúde na família, insucessos na tentativa de abrir um negócio próprio, separação conjugal, entre outros.

Mas esses como outros fatores são eventualidades e não podem ser previstos ou dimensionados, mas existe um tipo de devedor que segue um roteiro básico de endividamento ocasionado pelo mau uso das diversas modalidades de crédito disponibilizadas pelas instituições financeiras em conjunto com a falta de planejamento ou disciplina financeira.

Para traçar o roteiro vamos considerar uma pessoa com trabalho estável com uma renda de R$2.000,00 e sem nenhuma dívida em curso.

Passo 1 – As receitas mensais começam a ser insuficientes para pagar todas as despesas  devido ao aumento nas  já existentes ou pelo aparecimento de novas despesas desnecessárias;

Passo 2- Para suprir o déficit mensal começa a ser utilizado o limite de cheque especial de maneira constante, aumentando ainda mais o problema devido aos juros cobrados;

Passo 3- As compras são direcionadas para o cartão de crédito, mas devido à falta de recursos somente é efetuado o pagamento mínimo do valor da fatura. Novo agravamento da situação, devido aos juros;

Passo 4- Em contato com o banco na busca de resolver o problema do cheque especial e do cartão de crédito é aconselhado a contratar um empréstimo pessoal a juros inferiores ao do cartão e do cheque especial. Se considerarmos as taxas de juros dos produtos citados a solução encontrada é viável, mas com as facilidades oferecidas o cliente abusa e contrata um valor maior do que seria necessário para a cobertura do cheque especial e pagamento do cartão de crédito;

Passo 5- Mesmo resolvendo o problema do cheque especial e do cartão de crédito, isso é apenas paliativo, pois a grande questão e diminuir as despesas ou aumentar as receitas, o que não foi equacionado.

Passo 6- Como as despesas não foram reduzidas e sim as receitas, devido a parcela do empréstimo contratado, o ciclo inicia-se novamente até o ponto que não será possível efetuar o empréstimo devido ao percentual máximo de comprometimento da renda, que é de 30% e no nosso exemplo resultaria numa parcela de R$ 600,00;

Passo 7- Após poucos ou vários ciclos contínuos como o citado nos passos anteriores o nosso devedor encontra-se na seguinte situação:

Salário Liquido: R$ 2.000,00

Parcelas de empréstimos pessoais: R$ 600,00

Juros do cheque especial com limite de R$ 1.500,00 e utilização total: Cerca de R$ 120,00 (taxa de 8% a.m.)

Juros do cartão de crédito com limite de R$ 2.000,00 e pagamento do mínimo (20% do valor da fatura): R$ 160,00 (taxa de 10% a.m.)

Tarifas cobradas e produtos oferecidos na concessão dos empréstimos: R$ 100,00

Saldo final: R$ 1.020,00

A renda mensal fica reduzida a quase 50% do salário liquido, mas as despesas continuam com os mesmos valores do inicio do processo, então como sair desse buraco?

Nos casos como o citado é necessário que seja efetuado com urgência um planejamento financeiro, de maneira severa.

Mas somente a reestruturação das despesas pode não ser suficiente para resolver a situação, pois o comprometimento da renda está muito alto e as alternativas para reduzir o custo dos juros já foram extintas. Nesses casos é necessário a venda de um bem, ajuda de outra pessoa da família ou aumento da renda.

Podemos perceber que a incorreta utilização de linhas de crédito sem um planejamento pode levar uma pessoa sem nenhuma dívida a um colapso financeiro. Por isso o planejamento financeiro é tão importante em nossas vidas e a melhor situação em que você pode estar é a de credor, mas ciente que sempre existirá o devedor.

Pedágios em São Paulo: Indignação e revolta

O cidadão do Estado de São Paulo tem consciência que os valores cobrados nas praças de pedágio das rodovias paulistas são elevados e que o modelo de concorrência que foi utilizado para a concessão de nossas rodovias não foi o melhor.

Mas como a grande maioria apenas circula dentro do Estado, e apenas ocasionalmente se desloca por Rodovias Federais ou de outros Estados, ocorre uma habitualização dos valores cobrados nos pedágios das Rodovias Estaduais Paulistas. Comigo não é diferente, normalmente circulo apenas pelas Rodovias Estaduais e sempre reclamei, mas já estou habituado com os valores praticados.

No dia 28/02/2011 tive que me deslocar até a cidade de Lavras/MG utilizando a Rodovia Fernão Dias. Esta viagem demonstrou a realidade e discrepância entre os valores cobrados nas Rodovias Estaduais de São Paulo (Anhanguera, D. Pedro I, Bandeirantes, etc) e as Rodovias Federais.

As concessões das Rodovias Federais foram baseadas no menor preço da tarifa de pedágio para a manutenção das vias de tráfego, este fato gerou uma tarifa mais justa ao usuário.

Para exemplificar a diferença no modelo de concessão e preço da tarifa de pedágio vamos comparar duas Rodovias, a Fernão Dias e a D. Pedro I.

A Rodovia Fernão Dias liga as cidades de São Paulo e Belo Horizonte, totalizando 571 Km de extensão. O custo do pedágio total do seu trajeto é de R$ 10,40 (Dez reais e quarenta centavos), distribuído em 08 praças de pedágios com preço unitário de R$ 1,30. O custo por Km rodado é de R$ 0,018.

A Rodovia D. Pedro I possui 145 Km e interliga as Rodovias Anhanguera em Campinas com as Rodovias  Dutra e Carvalho Pinto em Jacareí/SP. Possui 03 praças de pedágios com 03 tarifas diferentes (R$ 5,85 – R$ 4,80 e R$ 6,10) totalizando R$ 16,75 (Dezesseis Reais e Setenta e cinco centavos) e custo de R$ 0,115 por Km rodado.

A diferença entre as tarifas cobradas é de 638%, ou seja, para trafegar pela Rodovia D. Pedro I nós pagamos 6,38 vezes a mais do que o custo de trafegar pela Fernão Dias. A questão é: essa diferença também existe na qualidade das pistas de rolamento, pois com essa discrepância  a Rodovia D. Pedro I, assim como as demais Rodovias Estaduais Paulistas, deveriam ser verdadeiros tapetes vermelhos com todas as mordomias possíveis, mas não é esta a realidade que vivenciamos, pois a diferença qualitativa entre as Rodovias não é tão grande assim.

Essa diferença fica ainda maior quando apenas um trecho de cada Rodovia é utilizado. Numa viagem de Campinas a Lavras se utiliza 70 Km da Rodovia D. Pedro I (02 pedágios = R$ 10,65) e 300 Km da Fernão Dias (04 pedágios = R$ 5,20). Na Fernão dias o Km Rodado custa R$ 0,017 enquanto que na D. Pedro I o custo é de R$ 0,152, gerando uma diferença de 894%.

Como citei acima percorri este percurso no dia 28/02 e a sensação no retorno ao pagar as tarifas de pedágio na Rodovia D. Pedro I foi a de estar sendo assaltando, com a permissão e benção de nossas autoridades competentes. Os pedágios das Rodovias paulistas são verdadeiros assaltos autorizados, e podemos entender com mais claridade a indignação dos caminhoneiros com relação a este fato, que onera absurdamente o custo do transporte em nosso Estado.

Acredito que muitos já se depararam com faixas ostentando que a Rodovia D. Pedro I está entre as 10 melhores Rodovias do País, mas com este valor de pedágio cobrado a qualidade da Rodovia teria que estar muito melhor. Nesta viagem detectei vários pontos onde os remendos estão horríveis (percebem como prestamos mais atenção quando temos uma referência), gerando vários sobressaltos no carro, instabilidade e riscos. Não podemos esquecer que está mesma rodovia no menor sinal de chuva torna-se escorregadia e perigosa, gerando diversos acidentes, como o ocorrido hoje (04/03/2011) próximo a Leroy Merlin em Campinas.

Outro ponto muito importante para discussão é qual a razão para a cobrança diferenciada nas praças de pedágio na mesma rodovia? O custo de manutenção da rodovia no trecho Campinas/Atibaia é diferente do custo no trecho Atibaia/Jacareí? Quanto maior o fluxo de veículos maior a tarifa cobrada? Como são efetuados estes cálculos e porque não são apresentados com transparência à população?

 

Rodovia Extensão Total Pedágio Total Qtde. Praças Custo por Km
Fernão Dias 571 km R$ 10,40 08 R$ 0,018
D. Pedro I 145 km R$ 16,75 03 R$ 0,115

 

Percurso Campinas/SP e Lavras/MG

Rodovia Extensão Pedágio Qtde. Praças Custo por Km
Fernão Dias 300 km R$ 5,20 04 R$ 0,017
D. Pedro I 70 km R$ 10,65 02 R$ 0,152

 

Até quando teremos de conviver e seremos omissos com este disparate, lembrando que 50% do IPVA são destinados a manutenção de Rodovias.

Fundos de Investimentos: Renda Fixa e Renda Variável

Renda variável

A principal característica dos títulos de renda variável é a impossibilidade de predeterminar a rentabilidade do investimento. Como o próprio nome já define os títulos de renda variável são voláteis e podem apresentar grandes rentabilidades em pequenos prazos ou prejuízos, ou seja, ter uma redução do seu valor.

Os principais títulos de renda variável são as ações. Uma ação representa uma fração de capital de uma sociedade anônima. O proprietário da ação de uma empresa torna-se seu acionista, ou seja, é um dos proprietários, portanto tem direito a participação nos lucros proporcionalmente à quantidade de ações que possuir.

Tipos de ações

Ações Ordinárias (ON), o titular de uma ação ordinária tem direito de voto nas assembléias de acionistas. De acordo com a nova Lei das S/A, uma empresa deverá ter, no mínimo, 50% do seu capital constituído por ações ordinárias.

Ações Preferenciais (PN)

Sem direito de voto nas assembléias, mas assegura a prioridade na distribuição de dividendos e/ou no reembolso do capital no caso da liquidação da empresa.

Renda Fixa

Os títulos de renda fixa ao contrário dos de renda variável mensuram sua rentabilidade, por meio de prefixação ou indexado a um determinado índice de reajuste.

Os Instrumentos de renda fixa são títulos representativos de emissão de dívida que permitem aos seus emissores captar recursos junto ao mercado, ou seja, são papéis que representam uma confissão de dívida com data pré-determinada para pagamento. Os principais papéis de renda fixa são os títulos públicos federais e os privados (CDB, LH, nota promissória, debêntures, etc.).

Formas de remuneração

Conforme o tipo de remuneração os títulos de renda fixa podem ser:

– Prefixados: Títulos com juros fixos estabelecidos no momento do seu lançamento ao público. O investidor sabe, no momento da compra, o valor que receberá no vencimento.

– Pós-fixados: Títulos indexados pela variação de diferentes índices (CDI-CETIP, TR, IGP-M, entre outros), onde a rentabilidade será definida conforme a variação do índice escolhido.

Em alguns títulos de taxa pós-fixada pode existir o pagamento intermediário de juros, o denominado cupom, caso, por exemplo, das NTN-C (corrigidas pelo IGP-M) e das

NTN-D (corrigidas pela variação cambial).

Títulos públicos

O Tesouro Nacional emite títulos públicos como uma das formas de captação de recursos para financiar atividades do governo federal, tais como educação, saúde e infra-estrutura.

Os títulos públicos são uma opção de investimento para a sociedade e representam a dívida mobiliária da União. São resgatados em data predeterminada por um valor específico, atualizado ou não por indicadores de mercado, como, por exemplo, índices de preços. Podem ter remuneração pré ou pós-fixada.

Pré-fixados

LTN – rendimento determinado pela diferença entre preço e valor nominal. Resgate ocorre no vencimento.

NTN-F – pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

Pós-fixados

LFT – rentabilidade diária vinculada à Selic. O resgate ocorre na data de vencimento.

NTN-B – rentabilidade vinculada à variação do IPCA, mais juros definidos na compra. Pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

NTN-B Principal – rentabilidade vinculada à variação do IPCA, mais juros definidos na compra.  Não possui pagamento de cupom de juros semestral e o resgate ocorre na data de vencimento.

NTN-C – rentabilidade vinculada à variação do IGPM, mais juros definidos na compra. Pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

Fundos de Investimentos: Tipos, quanto a carência e resgates

O mercado oferece alguns tipos de fundos, com relação às condições de aplicação e resgate de cotas, e existência ou não de carência para receber os rendimentos.

Fundo Aberto

– Não tem vencimento, portanto o investidor não precisa renovar sua aplicação.

– A aquisição e resgate de cotas pode ser efetuado a qualquer momento.

Fundo Fechado

– Pode ter vencimento (ou não).

– Existe um período determinado para o resgate de cotas.

Num fundo fechado o investidor somente poderá reaver os recursos investidos no caso de liquidação do fundo ou no vencimento, caso haja vencimento. Se quiser sair do fundo antes do vencimento ou de sua liquidação o investidor deve vender suas cotas para outro investidor.

Fundo sem carência

Possui liquidez imediata, pois não estabelece prazo mínimo para pagar rendimentos. O cotista pode pedir resgate a qualquer momento e terá direito à rentabilidade total proporcionada nesse período.

Fundo com carência

O funcionamento é nos mesmos moldes da poupança, ou seja, é definido um prazo mínimo de permanência para que o cotista tenha direito a receber os rendimentos. No caso de solicitação de resgate antes do prazo determinado o cotista não terá direito a receber rendimentos.

Fundo Exclusivo

Fundo pertencente a um único cotista. Neste caso o cotista será, necessariamente, um investidor qualificado (Investidor que declara conhecer as regras do mercado).

Quitação antecipada de empréstimo: Como Calcular?

Em Outubro de 2009 postei o artigo Juros: As taxas baixaram, compensa negociar um empréstimo? , no qual discuto a nova sistemática para o cálculo utilizado para desconto dos juros futuros quando é efetuada a quitação antecipada de um empréstimo.

As regras estão muito bem definidas pela Resolução 3516 do BACEN, mas como podemos ter a certeza que o cálculo está sendo efetuado dentro da normatização definida pela resolução?

Para a garantia dos direitos dos consumidores bancários e de financeiras o Ministério Público de Santa Catarina disponibilizou uma calculadora on-line para efetuar o cálculo do saldo devedor atual de operações de crédito. Para efetuar o cálculo são necessários vários dados do empréstimo: Data da contratação – Dia de vencimento da parcela – Data da última parcela – valor da prestação e taxa de juro utilizado.

Já efetuei algumas simulações e o valor informado confere com o disponibilizado pelo banco, com pequena diferença de centavos.

Portanto se você pretende quitar ou repactuar alguma operação de crédito e tem dúvidas sobre o saldo devedor que te informaram, efetue o cálculo e decida com tranqüilidade.

Calculadora de Quitação antecipada