Estabilidade econômica: Ela veio para ficar?

realA maioria dos brasileiros se lembrará do ano de 1994 como a data da conquista do pentacampeonato mundial de futebol pela nossa seleção na Copa dos Estados Unidos, mas o fato mais marcante deste ano foi o lançamento do Plano Real.

Na segunda metade do século XX o país passou por várias crises inflacionárias, geradas pelo aumento dos gastos públicos, por crises internacionais, como a do petróleo na década de 1970 ou pelo aumento dos juros da dívida externa. O auge desse processo aconteceu nas décadas de 1980/90, quando a taxa de inflação chegou a atingir 2.751% entre fevereiro/1989 e fevereiro/1990, período em que o governo brasileiro instituiu diversos planos econômicos objetivando minimizar o processo inflacionário. Os principais planos econômicos lançados pelo governo nas décadas de 1980/1990 foram:

– Os planos Cruzado I e Cruzado II em 1986;

– O Plano Bresser em 1987;

– O plano Verão em 1989;

– O plano Collor I em 1990 e o Collor II em 1991.

Todos esses planos fracassaram na intenção de resolver o crônico problema inflacionário do país.  Com base nos fracassos anteriores o Plano Real foi elaborado em Julho/1994 na gestão do Presidente Itamar Franco e do Ministro da Fazenda Fernando Henrique Cardoso, calcado na paridade do Real com o Dólar e o não congelamento de preços. Após alguns ajustes, o Plano Real se consolidou e possibilitou ao país taxas de inflação nos patamares de países do Centro do sistema capitalista.

Os mais jovens não sabem o que é viver num com uma inflação que chegou a 84% ao mês, onde você recebia seu salário e corria ao supermercado para evitar uma maior desvalorização do seu dinheiro.

O Plano Real implantado em 1994 e vários ajustes foram feitos para que seu sucesso fosse mantido ou ampliado. Como reflexo dessas ações hoje o país pratica taxa de juros de apenas um digito (Selic 8,75% a.a), possui linhas de crédito de longo prazo e conquistou a credibilidade dos investidores financeiros internacionais.

Mas será que após 15 anos podemos nos tranqüilizar e ter a certeza que nosso país está seguro e que estamos preparados para suportar todas as turbulências que podem acometer a economia mundial?

Apesar da inflação se manter sobre controle (4,5% a.a.), ainda precisamos acabar com alguns resquícios da época das elevadas taxas inflacionárias como as clausulas existentes em contratos de longo prazo que insistem em conter fórmulas de reajustes automáticos, gerando uma indexação de preços e tarifas, principalmente no setor de serviços.

Outros importantes pontos que deve ser abordados com seriedade são as reformas fiscal, tributária e da previdência e a renegociação de dívidas com os Estados, além da ampliação dos gastos nas áreas sociais e na infra-estrutura do país.

Essas mudanças são de grande importância para manter a vitalidade da nossa economia, pois reduzirão a carga de impostos sobre nossos produtos e serviços, trazendo maiores condições das nossas empresas competirem no acirrado mercado internacional e por conseqüência gerando mais riquezas para o nosso país e nosso povo.

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