Carreira Profissional: Quando o “QI” muda tudo.

O intuito da criação do blog é o de compartilhar minha experiência profissional no sistema financeiro. Os assuntos abordados sempre se referem a produtos ou serviços bancários, mas esta semana comecei a leitura do livro Faça o que tem de ser feito de Bob Nelson, o qual trata das possibilidades de ascensão profissional quando aproveitamos as oportunidades de aprendizado e da prática de nossas habilidades e conhecimentos na empresa em que trabalhamos.

Grandes empresas podem propiciar grande velocidade de ascensão profissional, ou lenta e truncada dependendo da limitação geográfica de atuação em conjunto com a baixa rotatividade de funcionários. O processo seletivo para cargos podem ocorrer por meio de concursos internos ou por nomeações e indicações.

Não discuto que muitos cargos podem ser ocupados por pessoas competentes no caso de indicações, mas será que realmente eram as mais indicadas no momento, ou apenas estavam no lugar e com as pessoas certas?

Deparamos-nos com empresas onde o processo de seleção e nomeações é dito como transparente, mas documentalmente é possível comprovar que essa transparência pode ser muito opaca. Sempre que ouvimos falar sobre Nepotismo nos lembramos de políticos corruptos que se aproveitam da estrutura do Estado e nomeiam seus parentes e amigos para cargos de confiança e com altos salários. Sou consciente que “ajudas” ou facilidades existem em qualquer empresa, independente dos procedimentos adotados para preenchimento de cargos, mas constatar a prática nua, crua e descarada de nepotismo dentro de uma grande empresa, com ações na bolsa e “transparência” corporativa, é algo totalmente inusitado e deprimente.

A prova é documental e gravíssima, mas não cabe neste espaço relatar nomes, apenas exemplificar que mesmo fazendo o que deve ser feito e não apenas o que lhe pedem, podemos nos deparar com situações totalmente adversas que nos desestimularão a buscar a qualidade e a excelência em nossas ações diárias.

Caso você já tenha se deparado com uma situação semelhante não desanime, busque seu espaço e tenha o prazer e a certeza que você sempre estará por méritos e não por “QIs”, podendo olhar a todos com a cabeça erguida e sendo respeitado por aqueles que fazem parte do seu dia-dia.

*QI – Quem indica.

Oportunidades: Faça o que tem de ser feito.

Hoje comecei a leitura do Livro de Bob Nelson, Faça o que tem de ser feito, e não apenas o que lhe pedem, e após a leitura da apresentação feito pelo Ph.D. Ken Blanchard resolvi escrever esse artigo.

A apresentação do livro é sutil no que se refere a dados e informações, mas muito profunda sobre o que realmente importa atualmente quando se trata de carreira e sucesso.

A diferença básica citada é que antigamente para mantermos um emprego bastava acatar e executar todas as ordens emanadas pelos superiores, com lealdade e presteza. Na realidade atual se nos limitarmos em somente executar o que for solicitado estaremos limitando toda e qualquer possibilidade de aprendizado e consequentemente de evolução e de oportunidades profissionais, quer seja no emprego atual ou futuro.

No mundo moderno, onde a mudanças ocorrem de maneira muito rápida, a visão de estabilidade no emprego se tornou algo que deve ser repensado e a leitura da apresentação do livro me fez refletir. Segundo Ken Blanchard as pessoas no mundo corporativo de hoje procuram honestidade e oportunidades nas empresas, mas eu acredito que o principio para qualquer carreira é ser honesto consigo mesmo para que se criem as oportunidades.

A iniciativa é algo fundamental em qualquer empresa moderna, aquele funcionário acomodado que chega ao trabalho bate o ponto, senta e aguarda até que lhe digam o que tem de ser feito, não possui mais espaço. Acatar a hierarquia é necessário, mas isso pode ser feito com muita iniciativa e disposição. Trabalho em uma empresa que possui uma estrutura hierárquica definida e sempre digo aos meus colaboradores que se você almeja o cargo acima do seu, comece a trabalhar como se já estivesse nele. Para se fazer isso não é preciso atropelar ninguém, pequenas ações já demonstram o quanto se está apto a exercer uma função acima da atual. Um exemplo disso é que quando for levar problemas ao seu superior aproveite a oportunidade e apresenta alternativas para solucioná-lo. É claro que nem todos os “chefes” aceitam este tipo de atitude, pois quem manda e resolve é ele, mas os lideres aceitarão e com certeza valorizarão esta atitude.

O sucesso profissional depende de muitos fatores, mas o maior percentual está dentro de nós, depende do que realmente almejamos e nos prontificamos a fazer para alcançá-lo. Não podemos contar apenas com a boa vontade ou pelo processo de osmose na empresa, onde o mais velho é promovido, pois as empresas não são mais assim.

Outra coisa fundamental nesse processo é que nunca devemos culpar outras pessoas pelo nosso fracasso, mas sim efetuar uma autocrítica sincera sobre os reais motivos do insucesso.

Como disse vários fatores definem nossa vida profissional, como todo o resto, mas as decisões são única e exclusivamente nossas.

No decorrer da leitura estarei pontuando as minhas reflexões sobre os pontos abordados pelo autor.