Fundos de Investimentos: Renda Fixa e Renda Variável

Renda variável

A principal característica dos títulos de renda variável é a impossibilidade de predeterminar a rentabilidade do investimento. Como o próprio nome já define os títulos de renda variável são voláteis e podem apresentar grandes rentabilidades em pequenos prazos ou prejuízos, ou seja, ter uma redução do seu valor.

Os principais títulos de renda variável são as ações. Uma ação representa uma fração de capital de uma sociedade anônima. O proprietário da ação de uma empresa torna-se seu acionista, ou seja, é um dos proprietários, portanto tem direito a participação nos lucros proporcionalmente à quantidade de ações que possuir.

Tipos de ações

Ações Ordinárias (ON), o titular de uma ação ordinária tem direito de voto nas assembléias de acionistas. De acordo com a nova Lei das S/A, uma empresa deverá ter, no mínimo, 50% do seu capital constituído por ações ordinárias.

Ações Preferenciais (PN)

Sem direito de voto nas assembléias, mas assegura a prioridade na distribuição de dividendos e/ou no reembolso do capital no caso da liquidação da empresa.

Renda Fixa

Os títulos de renda fixa ao contrário dos de renda variável mensuram sua rentabilidade, por meio de prefixação ou indexado a um determinado índice de reajuste.

Os Instrumentos de renda fixa são títulos representativos de emissão de dívida que permitem aos seus emissores captar recursos junto ao mercado, ou seja, são papéis que representam uma confissão de dívida com data pré-determinada para pagamento. Os principais papéis de renda fixa são os títulos públicos federais e os privados (CDB, LH, nota promissória, debêntures, etc.).

Formas de remuneração

Conforme o tipo de remuneração os títulos de renda fixa podem ser:

– Prefixados: Títulos com juros fixos estabelecidos no momento do seu lançamento ao público. O investidor sabe, no momento da compra, o valor que receberá no vencimento.

– Pós-fixados: Títulos indexados pela variação de diferentes índices (CDI-CETIP, TR, IGP-M, entre outros), onde a rentabilidade será definida conforme a variação do índice escolhido.

Em alguns títulos de taxa pós-fixada pode existir o pagamento intermediário de juros, o denominado cupom, caso, por exemplo, das NTN-C (corrigidas pelo IGP-M) e das

NTN-D (corrigidas pela variação cambial).

Títulos públicos

O Tesouro Nacional emite títulos públicos como uma das formas de captação de recursos para financiar atividades do governo federal, tais como educação, saúde e infra-estrutura.

Os títulos públicos são uma opção de investimento para a sociedade e representam a dívida mobiliária da União. São resgatados em data predeterminada por um valor específico, atualizado ou não por indicadores de mercado, como, por exemplo, índices de preços. Podem ter remuneração pré ou pós-fixada.

Pré-fixados

LTN – rendimento determinado pela diferença entre preço e valor nominal. Resgate ocorre no vencimento.

NTN-F – pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

Pós-fixados

LFT – rentabilidade diária vinculada à Selic. O resgate ocorre na data de vencimento.

NTN-B – rentabilidade vinculada à variação do IPCA, mais juros definidos na compra. Pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

NTN-B Principal – rentabilidade vinculada à variação do IPCA, mais juros definidos na compra.  Não possui pagamento de cupom de juros semestral e o resgate ocorre na data de vencimento.

NTN-C – rentabilidade vinculada à variação do IGPM, mais juros definidos na compra. Pagamento de cupom de juros semestral e de principal no vencimento.

Anúncios

Fundos de Investimentos: Tipos, quanto a carência e resgates

O mercado oferece alguns tipos de fundos, com relação às condições de aplicação e resgate de cotas, e existência ou não de carência para receber os rendimentos.

Fundo Aberto

– Não tem vencimento, portanto o investidor não precisa renovar sua aplicação.

– A aquisição e resgate de cotas pode ser efetuado a qualquer momento.

Fundo Fechado

– Pode ter vencimento (ou não).

– Existe um período determinado para o resgate de cotas.

Num fundo fechado o investidor somente poderá reaver os recursos investidos no caso de liquidação do fundo ou no vencimento, caso haja vencimento. Se quiser sair do fundo antes do vencimento ou de sua liquidação o investidor deve vender suas cotas para outro investidor.

Fundo sem carência

Possui liquidez imediata, pois não estabelece prazo mínimo para pagar rendimentos. O cotista pode pedir resgate a qualquer momento e terá direito à rentabilidade total proporcionada nesse período.

Fundo com carência

O funcionamento é nos mesmos moldes da poupança, ou seja, é definido um prazo mínimo de permanência para que o cotista tenha direito a receber os rendimentos. No caso de solicitação de resgate antes do prazo determinado o cotista não terá direito a receber rendimentos.

Fundo Exclusivo

Fundo pertencente a um único cotista. Neste caso o cotista será, necessariamente, um investidor qualificado (Investidor que declara conhecer as regras do mercado).

Fundo de Investimento: o que é isso?

Em todos os bancos temos a disposição vários tipos de fundos de investimentos, Fundos de Renda Fixa, Referenciados, de Ações, etc., mas o que é Fundo de Investimento?

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) define fundo de investimento como “uma comunhão de recursos, constituída sob a forma de condomínio, destinada a aplicação em ativos financeiros”, ou seja, trata-se de um investimento coletivo com o objetivo comum de obter rentabilidade sobre o capital investido em carteiras de títulos ou valores mobiliários. O aplicador do fundo de investimento adquire frações do fundo, denominadas cotas, portanto o investidor em fundos é denominado cotista.

Dados históricos citam que o primeiro fundo de investimento foi criado na Bélgica, no Século XIX. No Brasil o primeiro fundo foi criado em 1957.

A idéia básica dos fundos de investimentos é aglutinar recursos de pequenos e médios aplicadores, resultando num montante considerável, o qual é administrado por profissionais, com igualdade de condições com os grandes investidores do mercado financeiro.

As carteiras dos fundos podem ser diversificadas ou especificas em apenas um tipo de título, o que dilui o risco e aumenta o potencial de retorno.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão que regula e fiscaliza todos os fundos de investimentos existentes no Mercado Brasileiro, visando a proteção do investidor.

Quais as vantagens de investir em fundo de investimento?

Como na aplicação em fundos de investimento o aplicador não está “sozinho”, existem vários benefícios quando comparado a aplicações individuais:

– Acessibilidade a diversos mercados, independente do valor aplicado;

– Diversidade na carteira de aplicação;

– Liquidez diária na maioria dos fundos, ou seja, o dinheiro está disponível para utilização a qualquer momento, sem perda dos rendimentos;

– Transparência nas regras da aplicação e na rentabilidade.

As principais modalidades de fundos de investimento que encontramos no mercado brasileiro são os de Curto Prazo, Referenciados, de Renda Fixa, de Ações, Cambial, de Dívida Externa e Multimercado. Iremos abordar cada uma das modalidades e especificar suas peculiaridades em futuros artigos.