Endosso de cheque

Pergunta:

Prezado,
Se um cheque tem nominal e o endosso, se eu apresentar a carta de anuência da empresa a quem está nominal, o banco aceita?
A empresa a quem passei o cheque e está nominal é em SP, a endossada é uma cooperativa em Natal, que acho que até nem existe mais….
Se eu fizer um acordo com a empresa que passei o cheque primeiramente o banco aceitará ou me fará ir atrás da pessoa endossada?

Resposta:

Olá Deborah,

Obrigado pela visita.

Conforme a lei do cheque o artigo 20 cita que todos os direitos são transferidos ao endossado, mas o artigo 21 cita que o responsável pelo pagamento do cheque é o endossante, no caso a empresa sediada em São Paulo.

No seu caso acredito que a empresa, a qual o cheque está nominal, pode emitir uma carta de quitação especificando que se responsabiliza por eventuais cobranças posteriores, conforme o disposto no artigo 21. O que o banco pode solicitar são as certidões negativas de protesto de São Paulo e de Natal.

O ideal é apresentar está possibilidade ao banco sacado para que seja verificada nos procedimentos internos a aceitação da sugestão.

Segue abaixo os artigos e o link da lei do cheque.

http://www.consumidorbrasil.com.br/consumidorbrasil/textos/legislacao/cheque.htm
Art. 20. O endosso transmite todos os direitos resultantes do cheque.
Art. 21. Salvo estipulação em contrário, o endossante garante o pagamento.

Paulo

Fundo de Investimento: o que é isso?

Em todos os bancos temos a disposição vários tipos de fundos de investimentos, Fundos de Renda Fixa, Referenciados, de Ações, etc., mas o que é Fundo de Investimento?

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) define fundo de investimento como “uma comunhão de recursos, constituída sob a forma de condomínio, destinada a aplicação em ativos financeiros”, ou seja, trata-se de um investimento coletivo com o objetivo comum de obter rentabilidade sobre o capital investido em carteiras de títulos ou valores mobiliários. O aplicador do fundo de investimento adquire frações do fundo, denominadas cotas, portanto o investidor em fundos é denominado cotista.

Dados históricos citam que o primeiro fundo de investimento foi criado na Bélgica, no Século XIX. No Brasil o primeiro fundo foi criado em 1957.

A idéia básica dos fundos de investimentos é aglutinar recursos de pequenos e médios aplicadores, resultando num montante considerável, o qual é administrado por profissionais, com igualdade de condições com os grandes investidores do mercado financeiro.

As carteiras dos fundos podem ser diversificadas ou especificas em apenas um tipo de título, o que dilui o risco e aumenta o potencial de retorno.

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) é o órgão que regula e fiscaliza todos os fundos de investimentos existentes no Mercado Brasileiro, visando a proteção do investidor.

Quais as vantagens de investir em fundo de investimento?

Como na aplicação em fundos de investimento o aplicador não está “sozinho”, existem vários benefícios quando comparado a aplicações individuais:

– Acessibilidade a diversos mercados, independente do valor aplicado;

– Diversidade na carteira de aplicação;

– Liquidez diária na maioria dos fundos, ou seja, o dinheiro está disponível para utilização a qualquer momento, sem perda dos rendimentos;

– Transparência nas regras da aplicação e na rentabilidade.

As principais modalidades de fundos de investimento que encontramos no mercado brasileiro são os de Curto Prazo, Referenciados, de Renda Fixa, de Ações, Cambial, de Dívida Externa e Multimercado. Iremos abordar cada uma das modalidades e especificar suas peculiaridades em futuros artigos.

Economia e Inflação: decisões atuais

Antes da estabilidade econômica o mercado brasileiro utilizava a precificação como medida de segurança perante as perspectivas inflacionárias, ou seja, antecipávamos a inflação futura. Após o Plano Real essa postura foi mudando gradativamente e hoje os preços são regidos pelas leis do mercado, oferta e procura.

As fortes chuvas do inicio de ano além de ocasionar diversas tragédias e prejuízos pelo país também são responsáveis pelo aumento de preços nos produtos alimentícios. O impacto na inflação foi imediato e os índices dos primeiros meses do ano já acenderam uma Luz de alerta no mercado brasileiro.

O Ministro Guido Mantega se pronunciou sobre a possibilidade de empresas anteciparem aumentos de preços sobre produtos e disse que o governo tomará atitudes contra os setores que fizerem “elevações não fundamentadas”.

“Os preços estão subindo porque a economia está mais aquecida esse ano. Tivemos problemas excepcionais de chuva, a alimentação puxou [os preços]. Não podemos projetar a inflação do início do ano para o resto do ano. É equivocado fazer isso, não podemos nos precipitar. Temos que ficar mais vigilantes para que não haja contágio desses preços sobre outros preços. Por exemplo, setores que já querem se antecipar em corrigir margens mesmo antes que ocorram elevações”, disse aos jornalistas após participar de evento da indústria do aço.

O ministro citou que entre as possíveis ações para conter a inflação e manter o crescimento econômico estão a redução de impostos em determinados setores, redução das tarifas de importação e o aumento da taxa básica de juros, a Selic.

O aumento dos juros deve ser analisado com cuidado, pois ocasiona a valorização do Real, que prejudica a exportação além do aumento da dívida pública, disse Mantega.

Planos Econômicos: Cinco ou vinte anos para ação na justiça?

 Numa decisão inusitada, nesta quarta feira (14/404) o STJ considerou que o prazo para pleitear a correção de perdas decorrentes dos planos econômicos por meio de ações na Justiça é de cinco anos. A decisão foi tomada no julgamento de recurso de ação do Ministério Público de Santa Catarina contra o Banco do Brasil.

A decisão tomada está repercutindo e o Instituto de Defesa do Consumidor já criticou a postura do STJ no julgamento, pois segundo a Advogada do Instituto, Maria Elisa Novaes, vai na contramão do entendimento adotado pela instituição a muito tempo. Segundo a advogada a prescrição para requerer seus direitos é de 20 anos, conforme o código civil.

Caso a decisão seja seguida nas demais ações conjuntas movidas contra os bancos o número de processos judiciais cairia de 1030 para 15, ou seja, uma redução de 99%.

E você possuía saldo em poupanças nas décadas de 80 e 90?

Imposto de Renda automático: Bom ou ruim?

O fatídico dia 30/04 está chegando e como sempre cheio de ansiedades e preocupações. Uma boa parte dos contribuintes já entregou suas declarações do Imposto de Renda, e você já enviou a sua?

A Receita Federal conhece muito bem essa agonia que aflige grande parte dos brasileiros que precisam apresentar suas declarações do IR e com base nessa inquietação está trabalhando para que a prestação de contas ao Leão seja automática.

Com a evolução dos meios informacionais e o entrelaçamento das diversas fontes de informação que  a Receita Federal possui está em elaboração um projeto que efetuará automaticamente a declaração de IR para o contribuinte. A Receita Federal efetuará a declaração, a qual será enviada ao contribuinte para ser ratificada ou contestada.

O cerco está sendo fechado e quem sempre efetuou corretamente a sua declaração irá gostar da novidade, mas aqueles que se aproveitavam de brechas na elaboração da declaração ou que simplesmente “fabricavam” suas declarações, devem estar apreensivos com a informação da possível automatização da prestação de contas.

Em que lado você se encontra? Está apreensivo ou feliz?

Para mais leia: NO+FUTURO+RECEITA+PODERA+PREENCHER+A+DECLARACAO+PELO+CONTRIBUINTE.html

Carreira Profissional: Quando o “QI” muda tudo.

O intuito da criação do blog é o de compartilhar minha experiência profissional no sistema financeiro. Os assuntos abordados sempre se referem a produtos ou serviços bancários, mas esta semana comecei a leitura do livro Faça o que tem de ser feito de Bob Nelson, o qual trata das possibilidades de ascensão profissional quando aproveitamos as oportunidades de aprendizado e da prática de nossas habilidades e conhecimentos na empresa em que trabalhamos.

Grandes empresas podem propiciar grande velocidade de ascensão profissional, ou lenta e truncada dependendo da limitação geográfica de atuação em conjunto com a baixa rotatividade de funcionários. O processo seletivo para cargos podem ocorrer por meio de concursos internos ou por nomeações e indicações.

Não discuto que muitos cargos podem ser ocupados por pessoas competentes no caso de indicações, mas será que realmente eram as mais indicadas no momento, ou apenas estavam no lugar e com as pessoas certas?

Deparamos-nos com empresas onde o processo de seleção e nomeações é dito como transparente, mas documentalmente é possível comprovar que essa transparência pode ser muito opaca. Sempre que ouvimos falar sobre Nepotismo nos lembramos de políticos corruptos que se aproveitam da estrutura do Estado e nomeiam seus parentes e amigos para cargos de confiança e com altos salários. Sou consciente que “ajudas” ou facilidades existem em qualquer empresa, independente dos procedimentos adotados para preenchimento de cargos, mas constatar a prática nua, crua e descarada de nepotismo dentro de uma grande empresa, com ações na bolsa e “transparência” corporativa, é algo totalmente inusitado e deprimente.

A prova é documental e gravíssima, mas não cabe neste espaço relatar nomes, apenas exemplificar que mesmo fazendo o que deve ser feito e não apenas o que lhe pedem, podemos nos deparar com situações totalmente adversas que nos desestimularão a buscar a qualidade e a excelência em nossas ações diárias.

Caso você já tenha se deparado com uma situação semelhante não desanime, busque seu espaço e tenha o prazer e a certeza que você sempre estará por méritos e não por “QIs”, podendo olhar a todos com a cabeça erguida e sendo respeitado por aqueles que fazem parte do seu dia-dia.

*QI – Quem indica.

Oportunidades: Faça o que tem de ser feito.

Hoje comecei a leitura do Livro de Bob Nelson, Faça o que tem de ser feito, e não apenas o que lhe pedem, e após a leitura da apresentação feito pelo Ph.D. Ken Blanchard resolvi escrever esse artigo.

A apresentação do livro é sutil no que se refere a dados e informações, mas muito profunda sobre o que realmente importa atualmente quando se trata de carreira e sucesso.

A diferença básica citada é que antigamente para mantermos um emprego bastava acatar e executar todas as ordens emanadas pelos superiores, com lealdade e presteza. Na realidade atual se nos limitarmos em somente executar o que for solicitado estaremos limitando toda e qualquer possibilidade de aprendizado e consequentemente de evolução e de oportunidades profissionais, quer seja no emprego atual ou futuro.

No mundo moderno, onde a mudanças ocorrem de maneira muito rápida, a visão de estabilidade no emprego se tornou algo que deve ser repensado e a leitura da apresentação do livro me fez refletir. Segundo Ken Blanchard as pessoas no mundo corporativo de hoje procuram honestidade e oportunidades nas empresas, mas eu acredito que o principio para qualquer carreira é ser honesto consigo mesmo para que se criem as oportunidades.

A iniciativa é algo fundamental em qualquer empresa moderna, aquele funcionário acomodado que chega ao trabalho bate o ponto, senta e aguarda até que lhe digam o que tem de ser feito, não possui mais espaço. Acatar a hierarquia é necessário, mas isso pode ser feito com muita iniciativa e disposição. Trabalho em uma empresa que possui uma estrutura hierárquica definida e sempre digo aos meus colaboradores que se você almeja o cargo acima do seu, comece a trabalhar como se já estivesse nele. Para se fazer isso não é preciso atropelar ninguém, pequenas ações já demonstram o quanto se está apto a exercer uma função acima da atual. Um exemplo disso é que quando for levar problemas ao seu superior aproveite a oportunidade e apresenta alternativas para solucioná-lo. É claro que nem todos os “chefes” aceitam este tipo de atitude, pois quem manda e resolve é ele, mas os lideres aceitarão e com certeza valorizarão esta atitude.

O sucesso profissional depende de muitos fatores, mas o maior percentual está dentro de nós, depende do que realmente almejamos e nos prontificamos a fazer para alcançá-lo. Não podemos contar apenas com a boa vontade ou pelo processo de osmose na empresa, onde o mais velho é promovido, pois as empresas não são mais assim.

Outra coisa fundamental nesse processo é que nunca devemos culpar outras pessoas pelo nosso fracasso, mas sim efetuar uma autocrítica sincera sobre os reais motivos do insucesso.

Como disse vários fatores definem nossa vida profissional, como todo o resto, mas as decisões são única e exclusivamente nossas.

No decorrer da leitura estarei pontuando as minhas reflexões sobre os pontos abordados pelo autor.