Credor, Devedor e agora inadimplente

Quais são as definições de credor e devedor?

Qual a diferença entre devedor e inadimplente?

Primeiramente veremos qual a definição destas palavras conforme o dicionário Aurélio.

CREDOR: 1. Merecedor, digno. 2. Aquele a quem se deve dinheiro ou outra coisa.

DEVEDOR: 1. Que deve 2. Que constitui débito. 3. Aquele que deve.

INADIMPLENTE: Diz do devedor que incorre em inadimplência.

INADIMPLÊNCIA: Falta de cumprimento de um contrato ou de qualquer de suas condições.

As definições acima explicitam muito bem o que significa cada uma das palavras no sistema financeiro, mas para conotar ainda mais o significado vamos definir os termos especificamente para o sistema bancário.

CREDOR – é aquele que possui saldo positivo em conta corrente ou é detentor de aplicações junto ao banco onde é correntista ou poupador;

DEVEDOR – é aquele que utiliza recursos da instituição financeira por qualquer uma das diversas modalidades de crédito oferecidas pelos bancos. É o individuo que utiliza o cheque especial, o limite rotativo do cartão de crédito, possui financiamento ou empréstimo pessoal, ou seja, aquele que paga juros ao banco pela utilização de recursos que na são seus;

Agora o que muitos não sabem é que os bancos são apenas intermediários entre os credores e os devedores, pois recebem por meio de depósitos o dinheiro dos credores, mantidos em conta ou em aplicações remuneradas e emprestam aos devedores por meios de diversas linhas de crédito cobrando juros sobre esses valores.

Portanto só existe credor se existir o devedor e vice-versa.

E quanto ao Inadimplente, quem é ele?

A inadimplência é o estágio que nenhum devedor almeja atingir, pois se trata da condição de incapacidade de pagamento dos créditos tomados junto aos credores, ou seja, a falta de cobertura do saldo devedor o atraso no pagamento da fatura do cartão ou das parcelas do empréstimo.

Quem em perfeito juízo gostaria de chegar nesta condição?

Quem não está, certamente conhece alguém que se encontra totalmente endividado, com as finanças no vermelho e sem a menor perspectiva de sair dessa situação.

Mas como uma pessoa pode chegar a essa condição? Quais os motivos que ocasionam esse cenário?

Vários acontecimentos podem levar uma pessoa ao total endividamento, como problemas graves de saúde na família, insucessos na tentativa de abrir um negócio próprio, separação conjugal, entre outros.

Mas esses como outros fatores são eventualidades e não podem ser previstos ou dimensionados, mas existe um tipo de devedor que segue um roteiro básico de endividamento ocasionado pelo mau uso das diversas modalidades de crédito disponibilizadas pelas instituições financeiras em conjunto com a falta de planejamento ou disciplina financeira.

Para traçar o roteiro vamos considerar uma pessoa com trabalho estável com uma renda de R$2.000,00 e sem nenhuma dívida em curso.

Passo 1 – As receitas mensais começam a ser insuficientes para pagar todas as despesas  devido ao aumento nas  já existentes ou pelo aparecimento de novas despesas desnecessárias;

Passo 2- Para suprir o déficit mensal começa a ser utilizado o limite de cheque especial de maneira constante, aumentando ainda mais o problema devido aos juros cobrados;

Passo 3- As compras são direcionadas para o cartão de crédito, mas devido à falta de recursos somente é efetuado o pagamento mínimo do valor da fatura. Novo agravamento da situação, devido aos juros;

Passo 4- Em contato com o banco na busca de resolver o problema do cheque especial e do cartão de crédito é aconselhado a contratar um empréstimo pessoal a juros inferiores ao do cartão e do cheque especial. Se considerarmos as taxas de juros dos produtos citados a solução encontrada é viável, mas com as facilidades oferecidas o cliente abusa e contrata um valor maior do que seria necessário para a cobertura do cheque especial e pagamento do cartão de crédito;

Passo 5- Mesmo resolvendo o problema do cheque especial e do cartão de crédito, isso é apenas paliativo, pois a grande questão e diminuir as despesas ou aumentar as receitas, o que não foi equacionado.

Passo 6- Como as despesas não foram reduzidas e sim as receitas, devido a parcela do empréstimo contratado, o ciclo inicia-se novamente até o ponto que não será possível efetuar o empréstimo devido ao percentual máximo de comprometimento da renda, que é de 30% e no nosso exemplo resultaria numa parcela de R$ 600,00;

Passo 7- Após poucos ou vários ciclos contínuos como o citado nos passos anteriores o nosso devedor encontra-se na seguinte situação:

Salário Liquido: R$ 2.000,00

Parcelas de empréstimos pessoais: R$ 600,00

Juros do cheque especial com limite de R$ 1.500,00 e utilização total: Cerca de R$ 120,00 (taxa de 8% a.m.)

Juros do cartão de crédito com limite de R$ 2.000,00 e pagamento do mínimo (20% do valor da fatura): R$ 160,00 (taxa de 10% a.m.)

Tarifas cobradas e produtos oferecidos na concessão dos empréstimos: R$ 100,00

Saldo final: R$ 1.020,00

A renda mensal fica reduzida a quase 50% do salário liquido, mas as despesas continuam com os mesmos valores do inicio do processo, então como sair desse buraco?

Nos casos como o citado é necessário que seja efetuado com urgência um planejamento financeiro, de maneira severa.

Mas somente a reestruturação das despesas pode não ser suficiente para resolver a situação, pois o comprometimento da renda está muito alto e as alternativas para reduzir o custo dos juros já foram extintas. Nesses casos é necessário a venda de um bem, ajuda de outra pessoa da família ou aumento da renda.

Podemos perceber que a incorreta utilização de linhas de crédito sem um planejamento pode levar uma pessoa sem nenhuma dívida a um colapso financeiro. Por isso o planejamento financeiro é tão importante em nossas vidas e a melhor situação em que você pode estar é a de credor, mas ciente que sempre existirá o devedor.

Dívidas: o que devo quitar primeiro?

Em conseqüência de uma fase muito difícil, onde todos os tipos de contratempos e adversidades acometem nossas vidas ou simplesmente nos descontrolamos financeiramente, a renda mensal deixa de ser suficiente para suprir as necessidades rotineiras e por conseqüência as dívidas vão acumulando cada vez mais. Quando conseguimos visualizar a grande enrascada em que nos encontramos e após uma análise muita rigorosa, começamos a buscar alternativas para resolver a situação.

O grande problema de se estar endividado é a diminuição da renda mensal ocasionada pelas parcelas dos empréstimos e pelos juros do cheque especial e do cartão de crédito. Qual a única saída para isso? Só temos duas opções: reduzir os gastos ou aumentar as receitas.

A redução dos gastos deve ser rigorosa, o que normalmente é muito difícil, pois não conseguimos abdicar facilmente de alguns mimos ou nos reeducarmos em relação a costumes ou manias. Neste processo deve se buscar a redução em todos os quesitos que compõem os custos mensais, individuais ou da residência. Portanto as contas de consumo, os gastos com supermercado, com combustível e até com higiene pessoal (cabeleireiro ou manicure), devem ser repensados e reduzidos.

A alternativa à redução de custos é o aumento das receitas. Isso pode ser alcançado com a execução de horas extras, com uma promoção ou com um novo emprego ou atividade. Mas cabe lembrar que aumentar as receitas e manter padrões de consumo indevidos te levará a mesma situação em curto espaço de tempo.

Com o aumento das receitas ou redução de custos o que devo quitar primeiro?

O roteiro básico de endividamento é a utilização do cheque especial, o atraso ou pagamento do mínimo da fatura do cartão, para resolver a situação contrata-se um empréstimo pessoal para cobrir o cartão de crédito e o cheque especial, mas como os custos se mantêm a reutilização do limite de cheque especial e do cartão de crédito é inevitável.

O mesmo roteiro deve ser seguido para a redução ou quitação das dívidas contraídas. A primeira opção é quitar o produto que possui a maior taxa de juros, portanto o cartão de crédito e o cheque especial. Somente após quitar totalmente estes dois produtos é que devemos nos preocupar em saldar os empréstimos pessoais.

Cabe ressaltar que se existirem contas de consumo de água ou luz em atraso, elas devem ser a prioridade, pois são serviços essenciais para a nossa rotina diária. No caso de telefone, internet ou TV a cabo, são confortos que podem esperar a quitação de todas as dívidas e a estabilização do orçamento doméstico.

Crédito é algo muito importante e imprescindível nos dias atuais, mas deve ser utilizado com muita consciência e responsabilidade.

Você tem o controle da sua vida financeira?

Planilha de Planejamento Orçamentário

Existem diversas planilhas para acompanhamento e planejamento financeiro disponibilizadas na internet, mas até hoje não encontrei nenhuma que atendesse todas as minhas necessidades.

Devido a isso criei em 2005 uma planilha para que pudesse visualizar facilmente todas as despesas que compõem meu orçamento mensal.

Anualmente fui atualizando e aprimorando a planilha, mas estou ciente que ainda é possível melhorá-la ainda mais.

Estou disponibilizando o link de armazenamento da planilha, espero que aqueles que efetuarem o download compartilhem suas opiniões, positivas ou críticas, para que em conjunto possamos adequá-la o suficiente para atender as nossas expectativas.

Planilha_Estabilidade_Financeira Excel 2007

Planilha Estabilidade Financeira Excel 97-2003

Endividamento: roteiro básico

falênciaQuem não está, certamente conhece alguém que se encontra totalmente endividado, com as finanças no vermelho e sem a menor perspectiva de sair dessa situação.

Mas como uma pessoa pode chegar a essa condição? Quais os motivos que ocasionam esse cenário?

Vários acontecimentos podem levar uma pessoa ao total endividamento, como problemas graves de saúde na família, insucessos na tentativa de abrir um negócio próprio, separação conjugal, entre outros.

Mas esses como outros fatores são eventualidades e não podem ser previstos ou dimensionados, mas existe um tipo de devedor que segue um roteiro básico de endividamento ocasionado pelo mau uso das diversas modalidades de crédito disponibilizadas pelas instituições financeiras em conjunto com a falta de planejamento ou disciplina financeira.

Para traçar o roteiro vamos considerar uma pessoa com trabalho estável com uma renda de R$2.000,00 e sem nenhuma dívida em curso.

Passo 1 – As receitas mensais começam a ser insuficientes para pagar todas as despesas , devido ao aumento nas  já existentes ou pelo aparecimento de novas despesas desnecessárias;

Passo 2- Para suprir o déficit mensal começa a ser utilizado o limite de cheque especial de maneira constante, aumentando ainda mais o problema devido aos juros cobrados;

Passo 3- As compras são direcionadas para o cartão de crédito, mas devido à falta de recursos somente é efetuado o pagamento mínimo do valor da fatura. Novo agravamento da situação, devido aos juros;

Passo 4- Em contato com o banco na busca de resolver o problema do cheque especial e do cartão de crédito é aconselhado a contratar um empréstimo pessoal a juros inferiores ao do cartão e do cheque especial. Se considerarmos as taxas de juros dos produtos citados a solução encontrada é viável, mas com as facilidades oferecidas o cliente abusa e contrata um valor maior do que seria necessário para a cobertura do cheque especial e pagamento do cartão de crédito;

Passo 5- Mesmo resolvendo o problema do cheque especial e do cartão de crédito, isso é apenas paliativo, pois a grande questão e diminuir as despesas ou aumentar as receitas, o que não foi equacionado.

Passo 6- Como as despesas não foram reduzidas e sim as receitas, devido a parcela do empréstimo contratado, o ciclo inicia-se novamente até o ponto que não será possível efetuar o empréstimo devido ao percentual máximo de comprometimento da renda, que é de 30% e no nosso exemplo resultaria numa parcela de R$ 600,00;

Passo 7- Após poucos ou vários ciclos contínuos como o citado nos passos anteriores o nosso devedor encontra-se na seguinte situação:

Salário Liquido: R$ 2.000,00

Parcelas de empréstimos pessoais: R$ 600,00

Juros do cheque especial com limite de R$ 1.500,00 e utilização total: Cerca de R$ 120,00 (taxa de 8% a.m.)

Juros do cartão de crédito com limite de R$ 2.000,00 e pagamento do mínimo (20% do valor da fatura): R$ 160,00 (taxa de 10% a.m.)

Tarifas cobradas e produtos oferecidos na concessão dos empréstimos: R$ 100,00

Saldo final: R$ 1.020,00

A renda mensal fica reduzida a quase 50% do salário liquido, mas as despesas continuam com os mesmos valores do inicio do processo, então como sair desse buraco?

Nos casos como o citado é necessário que seja efetuado com urgência um planejamento financeiro, de maneira severa.

Mas somente a reestruturação das despesas pode não ser suficiente para resolver a situação, pois o comprometimento da renda está muito alto e as alternativas para reduzir o custo dos juros já foram extintas. Nesses casos é necessário a venda de um bem, ajuda de outra pessoa da família ou aumento da renda.

Podemos perceber que a incorreta utilização de linhas de crédito sem um planejamento pode levar uma pessoa sem nenhuma dívida a um colapso financeiro.

Leia também:

Cheque especial: Quando se torna extensão do salário.

Você é credor, devedor ou inadimplente?

Juros nunca! Mas senão tem jeito, então o menor.

calculandoA data de crédito do pagamento é para muitos brasileiros um dia com sentimentos opostos.

Mas como?

A explicação é simples, nesse dia temos a definição exata de como anda a nossa vida financeira, pois se antes do crédito você percebe que além do valor que você aplica mensalmente é possível aplicar as sobras do mês anterior, que alegria.

Mas se você recebe seu salário, paga todas as despesas e percebe que o dinheiro acabou e se lembra que agora faltam 29 dias para receber novamente, a sensação é horrível.

Qual é solução para escapar dessa situação?

Muitos têm como alternativa a utilização do limite do cheque especial, o cartão de crédito ou cheques pré-datados, só que estas alternativas não resolvem o problema, mas o agravam ainda mais. Se os recursos já são insuficientes para cobrir todas as despesas o que acontece quando você ainda acrescenta juros bancários?  As despesas só aumentam.

Para que o problema não se torne crônico a postura correta é analisar friamente todas as despesas e cortar todos os gastos possíveis, ou seja, planejamento financeiro.

Mas e as dívidas já contraídas, como o cheque especial e o cartão de crédito?

A primeira providência é reduzir o custo dos juros no orçamento, transformando essas dívidas que cobram taxas de juros entre 9% e 15% a.m. num empréstimo pessoal com taxas que variam de 1,5% a 5% a.m. dependendo do perfil do cliente.

Na prática essa mudança somente será “sentida” ao final do parcelamento, pois você está trocando o pagamento dos juros do cheque especial e do cartão pela amortização da dívida. EX. Se você deve R$ 1.000,00 no cheque especial à taxa de 9% a.m., mensalmente você paga R$ 90,00 de juros e continua com a dívida de R$ 1.000,00. Optando por um empréstimo a uma taxa de 4,5% a.m. você pagará 18 parcelas de aproximadamente R$ 90,00 (o mesmo valor dos juros), mas a dívida estará quitada no final do empréstimo.

Mas lembre-se que se você optar pelo parcelamento, mas voltar a utilizar o limite do cheque especial ou o crédito rotativo do cartão a sua dívida era dobrar.

Ter crédito é ótimo, mas somente se usado com planejamento e consciente do impacto no seu orçamento mensal.

Você é Credor, Devedor ou Inadimplente?

Devedor

Como todas as áreas o sistema bancário possui um vocabulário próprio com termos específicos e siglas que somente são entendidas por aqueles que utilizam diariamente os serviços oferecidos pelos bancos ou financeiras ou que trabalham nessas empresas.

Na rotina diária de um banco siglas como DOC, TED, AD, TAC * entre outras são utilizadas com naturalidade e com total compreensão entre os usuários dos serviços bancários.

E você está familiarizado com este vocabulário ou é como se fosse outro idioma?

As siglas acima são apenas abreviações de serviços oferecidos e tarifas cobradas pelas instituições financeiras, mas existem denominações que mesmo sem estarem abreviadas não são totalmente compreendidas entre todos os usuários do sistema.

Quais são as definições de credor e devedor?

Qual a diferença entre devedor e inadimplente?

Primeiramente veremos  qual a definição destas palavras conforme o dicionário Aurélio.

CREDOR: 1. Merecedor, digno. 2. Aquele a quem se deve dinheiro ou outra coisa.

DEVEDOR: 1. Que deve 2. Que constitui débito. 3. Aquele que deve.

INADIMPLENTE: Diz do devedor que incorre em inadimplência.

INADIMPLÊNCIA: Falta de cumprimento de um contrato ou de qualquer de suas condições.

As definições acima explicitam muito bem o que significa cada uma das palavras no sistema financeiro, mas para conotar ainda mais o significado vamos definir os termos especificamente para o sistema bancário.

CREDOR – é aquele que possui saldo positivo em conta corrente ou é detentor de aplicações junto ao banco onde é correntista ou poupador;

DEVEDOR – é aquele que utiliza recursos da instituição financeira por qualquer uma das diversas modalidades de crédito oferecidas pelos bancos. É o individuo que utiliza o cheque especial, o limite rotativo do cartão de crédito, possui financiamento ou empréstimo pessoal, ou seja, aquele que paga juros ao banco pela utilização de recursos que na são seus;

Agora o que muitos não sabem é que os bancos são apenas intermediários entre os credores e os devedores, pois recebem por meio de depósitos o dinheiro dos credores, mantidos em conta ou em aplicações remuneradas e emprestam aos devedores por meios de diversas linhas de crédito cobrando juros sobre esses valores.

Portanto só existe credor se existir o devedor e vice-versa.

E quanto ao Inadimplente, quem é ele?

A inadimplência é o estágio que nenhum devedor almeja atingir, pois se trata da condição de incapacidade de pagamento dos créditos tomados junto aos credores, ou seja, a falta de cobertura do saldo devedor o atraso no pagamento da fatura do cartão ou das parcelas do empréstimo.

Quem em perfeito juízo gostaria de chegar nesta condição?

Por isso o planejamento financeiro é tão importante em nossas vidas e a melhor situação em que você pode estar é a de credor, mas ciente que sempre existirá o devedor.

* DOC – Documento de crédito; TED – Transferência eletrônica Disponível;                  AD – Adiantamento a depositantes; TAC – Tarifa de abertura de crédito